Na terra das araucárias, o cultivo do pinheirinho de Natal está desaparecendo

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A época do Natal traz consigo uma magia envolvente, cheia de cores, músicas, solidariedade e, até pouco tempo atrás, um cheiro característico: o aroma do pinheirinho de Natal natural. No entanto, nas últimas décadas, com a invasão de produtos plásticos importados a preços acessíveis, até mesmo os pinheirinhos foram excluídos dos gastos das famílias. Basta dar uma volta pelo centro de qualquer cidade para perceber que a maioria esmagadora das pessoas agora opta pelas «plantas» artificiais, sem cheiro, fáceis de montar, decorar e guardar para serem usadas por vários anos. Mas, com essa mudança, o que aconteceu com os produtores de árvores de Natal naturais?

Marcelo Mendes, proprietário da Belvedere Plantas, uma empresa estabelecida em Curitiba, Morretes e Porto Amazonas, foi um dos últimos sobreviventes dessa atividade. Até a temporada passada, ele ainda apostava na renda extra do final do ano obtida com a venda de plantas de Natal cultivadas por ele mesmo. Em 2015, ele vendeu apenas três ou quatro unidades e, a partir de então, desistiu do negócio. Ele continua cultivando os pinheiros em miniatura, mas apenas para fins ornamentais na construção civil (para serem colocados em jardins de prédios novos ou reformados).

«A venda específica para o Natal, desde o ano passado, diminuiu praticamente para zero. Continuo produzindo essas plantas (pinheiros ornamentais, que podem ser usados como árvores de Natal), assim como em outras épocas do ano, porque elas servem para fins de jardinagem. Quase ninguém mais quer carregar uma árvore de Natal com 1,60 metro e 60 quilos no carro. A de plástico não precisa de cuidados e não apresenta risco de insetos atacarem», explica o empresário.

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Everson Ramos, um dos sócios da distribuidora Verde Flora, em Curitiba, também fala do mercado de árvores de Natal com nostalgia. «A planta demora para crescer e tem um custo alto. Nós, aqui, normalmente utilizamos o pinheiro alemão, que custa cerca de R$ 200 pronto. O que acontece é que, se você não o plantar na terra no ano seguinte, ele morre. Já chegamos a vender dezenas em um ano, agora vendemos entre três e quatro, e a cada ano essa quantidade diminui ainda mais», compartilha Ramos, que busca as árvores na região da Serra Catarinense.

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Floricultura em Curitiba traz árvores de Holambra-SP

A loja Esalflores, em Curitiba, é uma das poucas lojas que ainda mantém sua clientela de pinheirinhos naturais, provenientes de Holambra-SP (um polo produtor de plantas ornamentais do Brasil). Luis Augusto Aguiar, técnico agrícola e supervisor de vendas da loja, explica que, nos últimos anos, o mercado desse tipo de planta tem se mantido estável na loja. Eles vendem cerca de 300 pinheirinhos dos tipos Tuia Holandesa, Tuia Áurea e Tuia Stricta (veja as fotos). Essas plantas possuem formato de cones que lembram as árvores de Natal dos países do Hemisfério Norte. «A procura sempre existe, nossa clientela é fiel e não deixa de comprar», afirma Aguiar.

Para aqueles que desejam ter em casa também o cheiro e a tradição do Natal com uma árvore natural, o técnico dá algumas dicas. Segundo ele, é necessário regar a planta duas vezes por semana e colocá-la em um local que receba luz solar. Se a opção for uma planta pequena, é possível fazê-la crescer mudando-a para um vaso maior. Mas, se já for uma planta grande, logo após o Natal é necessário transplantá-la diretamente para a terra. «Se deixar na mesma vaso, a planta morrerá. O segredo do crescimento está no vaso: quanto maior, mais espaço a planta terá para crescer», destaca.

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Serviço

Para obter mais informações sobre a venda de pinheirinhos de Natal naturais, acesse o site Una Planta.

Pinheirinhos naturais

Pinheirinhos ornamentais

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